Sem acordo, enfermeiros pararam por tempo indeterminado

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Soraya Medeiros, repórter do GD

 

Os profissionais da enfermagem da rede pública de Cuiabá entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (29). A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria no último dia 25 de fevereiro.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Profissionais da Enfermagem no Estado de Mato Grosso (Sispen/MT), Dejamir Souza Soares, eles pedem implantação no plano de carreira, a contratação dos classificados no último concurso, o aumento dos contratados e melhores condições de trabalho para a categoria.

Soares informou que no total 1.680 profissionais trabalham no setor na capital, entre concursados e contratados e que eles irão parar o atendimento no Pronto-Socorro de Cuiabá, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Morada do Ouro e nas Policlínicas do Verdão e do Coxipó.

“Tentamos de todas as maneiras um acordo com o prefeito, Mauro Mendes e ele só nos enrolou durante todas as reuniões. A última reunião que era para ele comparecer, ele não foi e mandou o secretário de Finanças, Pascoal Santullo Neto. No entanto este secretário mandou que a categoria buscasse os direitos na justiça, então iremos fazer isso”, destaca.

Dejamir Soares aponta que além da desvalorização profissional, todos estão “atuando dentro do limite de sua capacidade” em que executam uma carga horária exaustiva de 40 horas semanais e recebem um salário inicial de apenas R$ 1,9 por mês, para os enfermeiros, já os técnicos recebem R$ 1,2 e os auxiliares R$1,5, o que é muito pouco para a categoria”, relatou.

“Hoje por exemplo era para ter 950 profissionais trabalhando dentro do Pronto Socorro de Cuiabá, mas, temos apenas 600 profissionais o que está bem abaixo da quantidade necessária. Para se ter uma ideia, hoje tem 71 pacientes deitados em macas no corredor do PS, esperando atendimentos médicos. Ou seja, quem sofre com o descaso na saúde é a população”, lamentou Dejamir.

A reivindicação é quanto a equiparação da carreira de enfermeiro com a dos servidores municipais de Cuiabá. “O salário inicial de um médico e de um dentista é de R$ 3,5, para 20 horas semanais, nós ainda estamos pedindo um vencimento de R$ 3 mil para 40 horas semanais”, pontua. Conforme Dejamir, a prefeitura não chegou a apresentar uma contra proposta para a classe. Se fosse para dar o reajuste justo seria de 100%, mas estamos pedindo só 25% e mesmo assim o prefeito está nos enrolando em dar esse aumento. Ele disse que a prefeitura não tem como arcar com o aumento que daria em R$ 427 mil ao mês”.

Dejamir finaliza dizendo que desta vez a categoria não irá ceder a greve, mesmo que a justiça decrete ilegal. “Respeitamos muito o Tribunal de Justiça, só que o prefeito Mauro Mendes, não acatou os acordos sentenciados na justiça até hoje e nem se posiciona a respeito. Então porque, somente a nossa categoria tem que ser prejudicada”?, questiona o sindicalista.

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