Quatro hospitais param e cobram R$ 10 milhões do Estado

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Quatro hospitais filantrópicos de Mato Grosso suspenderam suas atividades devido a atrasos de repasses do Governo Estadual. A Santa Casa de Rondonópolis, o Hospital Santa Helena, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Geral Universitário, em Cuiabá, pararam de realizar as cirurgias eletivas, atendimento ambulatorial e a internação de novos pacientes nas UTIs. Foram mantidos apenas casos de urgência e emergência.

José Augusto Curvo, conhecido como Dr. Tampinha, médico há mais de 40 anos e que hoje atua no Ministério de Ciência, Tecnologia e Comunicação, comenta que a Saúde que já estava caótica agora está alarmante. “Já era muito difícil conseguir uma vaga em UTI do SUS, agora vai ser impossível”.

Os quatro hospitais paralisados, mais o Hospital do Câncer, correspondem a 85% das cirurgias de alta complexidade realizadas pelo SUS no Estado e por 65% das internações de média e alta complexidade. “A paralisação dessas instituições significa mais mortes de pacientes do SUS para o Estado, que poderiam ser evitadas se o Governo cumprisse com o prometido em campanha, que era priorizar a Saúde”, afirma Dr. Tampinha.

Segundo o vice-presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso, Antônio Preza, no ano passado foi feito um acordo entre Prefeitura de Cuiabá e Governo do Estado para que R$ 2,5 milhões fossem repassados mensalmente para essas instituições para cobrir um déficit. Preza conta que de dezembro a março o prometido foi feito, mas que desde então foi suspenso e já estão com R$ 10 milhões a receber. “E esse dinheiro faz muita falta, não só para cirurgias e atendimentos complexos, mas também para comprar alimentos para aqueles que estão internados. As pessoas estão deitadas no meio do corredor, no chão, em macas improvisadas e em péssimas condições. Isso não pode continuar”, diz Dr. Tampinha.

O governador Pedro Taques afirmou que em julho enviou R$ 100 milhões para a Saúde e que agora não tem condições e nem obrigação de fazer o repasse para os hospitais filantrópicos. Dr. Tampinha salienta que esses R$ 100 milhões eram para pagar dívidas, de repasses em atrasos que o próprio Governo não havia cumprido.

Fonte:FOLHAMAX

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