Saúde de VG alerta para surto de conjuntivite no município

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Conjuntivite

A Secretaria de Saúde de Várzea Grande informa a possibilidade de um surto de conjuntivite em Várzea Grande – e orienta a população a não se automedicar. Segundo a pasta, atualmente já existe um quadro de anormalidade na qual foi detectado um aumento nos casos da doença no município.

“A maioria das pessoas não procuram os postos de atendimento médico, elas se automedicam, vão a farmácia e compram um colírio. Então, a Prefeitura tem essa preocupação”, afirmou o secretário de Comunicação, Marcos Lemos.

A conjuntivite é uma doença ocular que causa inflamação da conjuntiva e na esclera (parte branca do olho), uma membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e a parte interna das pálpebras.

A inflamação pode afetar um ou os dois olhos, mas é comum que os dois olhos sejam afetados, por conta da proximidade um do outro. Costuma durar entre 1 e 2 semanas, geralmente não causa sequelas e é bem frequente no verão.

A conjuntivite pode ser caracterizada como aguda ou crônica. Como muitas pessoas tem essa dúvida, abaixo você consegue distinguir as 3 principais (alérgica, viral e bacteriana):

· Os três tipos de conjuntivite costumam causar secreção nos olhos. Enquanto na bacteriana a secreção é purulenta, na viral e alérgica a secreção costuma ser mais aquosa.

· Na forma viral, outros sintomas de virose costumam estar presentes, como dor de garganta, espirros, tosse e mal estar.

· A forma alérgica costuma afetar os dois olhos ao mesmo tempo, enquanto a bacteriana e a viral primeiro afeta um dos olhos e, dias depois, o outro.

· Linfonodos palpáveis na região posterior das orelhas costumam estar presentes nas formas bacterianas e virais, diferente da alérgica, que não costuma apresentá-los.

O diagnóstico não é fácil de fazer e, muitas vezes, os oftalmologistas erram, dando diversos colírios que possuem antibióticos para conjuntivites que não necessitam, como a viral e a alérgica.

Grupos e fatores de risco – Estar com a imunidade baixa pode ser um fator de risco da conjuntivite. Estar com as mãos sujas, não trocar constantemente as roupas de cama e toalhas também pode facilitar o contato com a doença. Outro fator que pode trazer risco é a predisposição a doenças autoimunes ou virais.

Os grupos mais propensos a terem o problema são:

· Pessoas alérgicas;

· Recém-nascidos;

· Trabalhadores que trabalham com estilhaço de metais e vidros e não utilizam os óculos de proteção;

· Pessoas que tenham contato com produtos de limpeza;

· Pessoas que trabalham na manipulação de medicamentos e produtos químicos sem o uso dos óculos de proteção.

Sintomas da conjuntivite – Os principais sintomas da conjuntivite são:

· Olhos vermelhos;

· Coceira;

· Pálpebras inchadas;

· Secreção purulenta, no caso de conjuntivite bacteriana;

· Secreção esbranquiçada, no caso de conjuntivite viral;

· Visão borrada;

· Ao acordar, o paciente tem dificuldade em abrir os olhos;

· Sentir dor nos olhos ao olhar para lugares com claridade;

· Sensação de areia nos olhos.

Diagnóstico – O médico especialista em realizar o diagnóstico da conjuntivite é o oftalmologista.

O primeiro passo é descobrir o tipo de conjuntivite (alérgica, bacteriana ou viral).

Para isso, ele um exame conhecido como bomicospia é feito, através de um aparelho que aumenta a imagem, no mínimo, 10 vezes, realizando uma detalhada avaliação. Após isso, o médico, através da instilação de fluoresceína, detecta possíveis lesões na córnea.

Tratamento – O tratamento pode ser feito com compressas embebidas em soro fisiológico e colírios indicados pelo médico, além de ser muito importante limpar os olhos com frequência. É muito importante consultar o médico para fazer o tratamento, pois é ele quem indicará o tipo de conjuntivite e, consequentemente, o tratamento. O uso do colírio correto é fundamental pois existem alguns anti-inflamatórios, outros antibacterianos e outros antialérgicos.

Compressas à base de camomila podem acalmar os sintomas da conjuntivite, por evitar a inflamação. Ao aplicar, é importante que seja feito com gaze para filtrar e aplicar em cima do olho.

Lentes de contato não devem ser usadas durante o tratamento. Cuidado especial com a higiene também deve ser redobrado para evitar a evolução da infecção. (Com Secom/VG)

FONTE: VG NOTICIAS

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