Taques vai a Brasília buscar recursos

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Governador Pedro Taques tenta destravar R$ 100 milhões em emenda parlamentar da bancada federal, previstos para serem utilizados na saúde pública

DINALTE MIRANDA/DC
Governador Pedro Taques vai hoje a Brasília: “Nós estamos buscando meios para resolver esse problema”

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

O governador Pedro Taques vai novamente à Brasília para tentar destravar os R$ 100 milhões provenientes de emenda parlamentar da bancada federal, previstos para serem utilizados na saúde pública de Mato Grosso. A informação foi dada, ontem, durante inspeção às obras de construção da Escola Técnica Estadual (ETE), que fica no Bairro Carumbé, em Cuiabá.

“Nós estamos buscando meios para resolver esse problema. Junto à bancada federal tem R$ 100 milhões de emenda, que ainda não saiu. Amanhã (hoje), irei à Brasília para tratar de recursos para a saúde pública de Mato Grosso”, informou Taques. “Estamos cortando gastos para que nós tenhamos mais dinheiro para a saúde”, acrescentou.

O problema ao qual o governador se refere é a suspensão de novos atendimentos em unidades de tratamento intensivo (UTIs) por parte dos hospitais filantrópicos. A interrupção do serviço começou na última segunda-feira e atinge o Santa Helena, Hospital Geral, Santa Casa de Cuiabá e de Rondonópolis (250 quilômetros, são sul da capital).

Ao afirmar que todos os repasses do Estado com o setor estão em dia, Taques pontou que o atual problema na saúde decorre da falta de investimento por parte das gestões anteriores no setor. “Não investiram e não construíram hospitais, além da atenção básica que é primordial”, afirmou.

Ele lembrou que o Estado em parceria com a prefeitura está construindo o novo pronto-socorro, com capacidade de 315 leitos. A obra está com aproximadamente 90% dos serviços concluídos, mas ainda falta aquisição dos equipamentos. “Ai, nós vamos diminuir um pouco este problema. Nós, já estamos virando a chave da saúde. O que falta agora é dinheiro para pagar, mas eu não posso criar despesas que não cabem no orçamento”, disse.

Responsáveis pelo atendimento de 80% dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), os hospitais cobram R$ 33 milhões em emendas, fruto de um acordo entre a Bancada Federal e o Governo do Estado, que assim como a Prefeitura de Cuiabá garante que os repasses aos filantrópicos estão em dia.

Além disso, para representantes dos filantrópicos para diminuir o tempo de espera entre a execução do serviço, o faturamento e o pagamento, seria preciso um aporte financeiro de aproximadamente 12 milhões. Neste caso, os serviços passariam a ser pagos 30 dias depois de sua execução.

De acordo com a presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (Fehosmt), Elizabeth Meurer, a falta de repasses compromete a continuidade e a qualidade dos atendimentos nas unidades. “Estamos devendo prestadores de serviços, funcionários e não temos mais condições de comprar os medicamentos de alto custo. Precisamos pagar as dívidas para termos condições de trabalhar”.

Uma das situações mais críticas é a da Santa Casa de Misericórdia. Por lá, os enfermeiros e técnicos de enfermagem também paralisaram as atividades por conta do pagamento atrasado. A categoria está com três meses de salário atrasado e mantém somente os serviços essenciais ou 30% dos serviços. Ontem, eles protestaram e saíram em caminhada pelas ruas da capital.

O Santa Helena e o Hospital Geral (HGU) também trabalham no limite. Em ambos os casos, são atendidos somente pacientes que já estavam internados. Já as cirurgias eletivas, que são aquelas agendadas por serem de baixa complexidade, deixaram de ser marcadas.

FONTE: Diário de Cuiabá 17/01/18

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