Santa Casa deve R$ 40 milhões em salários

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Praticamente metade da dívida que a Santa Casa de Misericórdia acumulou nos últimos anos é com salários atrasados de médicos, enfermeiros e demais funcionários do hospital. No total, a unidade filantrópica deve quase R$ 80 milhões, sendo aproximadamente R$ 40 milhões com vencimentos trabalhistas. Os valores constam num relatório que foi apresentado pelo assessor especial da Presidência da República Victório Galli (PSL-MT), ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na tarde de terça-feira (19).

De acordo com Galli, que já foi deputado federal por Mato Grosso, o ministro se comprometeu a repassar um valor para ajudar a sanar o problema na Santa Casa. Ele não confirmou o valor, mas acredita que o montante será suficiente para resolver boa parte do impasse que impede a continuidade das atividades da unidade. A Santa Casa está fechada para novos atendimentos há uma semana.

Os pacientes que já fazem tratamento na unidade serão transferidos pelo Hospital Geral Universitário (HGU) e o Hospital de Câncer. No entanto, para que a Santa Casa tome posse do recurso, foi exigida pelo ministro a intervenção na administração do hospital. Com a confiança abalada, a diretoria terá que ser substituída por representantes dos funcionários e médicos, do Ministério Público, secretarias Saúde Estadual e Municipal, e do Ministério da Saúde.

Galli disse que irá sugerir ao ministro da Saúde que ajude financeiramente outras unidades filantrópicas do Estado. “Vou sugerir que parte do recurso também seja direcionada para outros hospitais, como o Santa Helena, Hospital do Câncer e o Hospital Geral”, pontuou. Na quarta-feira (20), às 16h, acontecerá uma outra reunião com o ministro incluindo representantes da bancada mato-grossense e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

O deputado Dr. Leonardo (SD) que também vem participando das reuniões para resolver o imbróglio da Santa Casa acredita que a intervenção é saída mais aceitável para o hospital. “Participei da intervenção que ocorreu na administração do hospital de Cáceres há dois anos e hoje a unidade é um modelo de gestão”.

A prefeitura não foi oficialmente notificada ainda sobre a disponibilidade do recurso. Segundo a assessoria de imprensa, apenas depois das reuniões com o ministro é que irão se posicionar sobre o assunto.

Outro lado 

O diretor da Santa Casa, Carlos Coutinho, acredita que a cúpula formada para gerenciar o recurso do Ministério para a Santa Casa é uma alternativa para salvar a unidade.

Ele argumenta que a culpa dos problemas financeiros enfrentados pelo hospital não é de gestão, mas do ex-secretário municipal de Saúde, Huark Douglas Correia, que teria atrapalhado a liberação de repasses à unidade filantrópica. Huark foi preso no ano passado, durante a deflagração da operação Sangria da Polícia Civil.

FONTE: FOLHAMAX

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