Deputada é 1ª mulher a presidir AL e lidera negociações com Santa Casa

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Poder Legislativo deve repassar R$ 3,5 milhões para pagar salários de funcionários de hospital

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Os deputados estaduais Janaina Riva (MDB) e Eduardo Botelho (DEM), respectivamente vice-presidente e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, lembraram em discursos o fato de Riva ser a primeira mulher da história a assentar-se de maneira oficial na cadeira número um da Mesa Diretora da Casa, ante 23 homens. As falas foram proferidas durante a cerimônia de transmissão oficial da presidência de Botelho, que sai para licença de tratamento médico por um período de até quatro meses, a Riva, na manhã desta quarta-feira (17).

Enquanto Janaina decidiu agradecer a confiança de Botelho ao convidá-la para ser vice-presidente, seus 51.546 votos e que não se considera herdeira política, mas “a deputada de Mato Grosso”, Botelho citou praticamente todos os nomes de deputadas que já frequentaram aquele ambiente.

Ela lembrou que é a primeira vez na história da AL que uma mulher ocupa o cargo.  “É um momento importante e histórico para Mato Grosso. Neste dia acho que as mulheres sequer sabiam que uma mulher jamais tinha chegado até este posto, mesmo que temporariamente, deixo meu nome cravado na história de Mato Grosso e deixar para a sociedade que este ambiente preconceituoso, machista, não cabe mais em lugar nenhum. É o momento das mulheres se sentirem representadas e realizadas”.

Já fora do púlpito, em entrevista, disse que a primeira medida é retomar a negociação com a Santa Casa e efetuar o repasse de R$ 3,5 milhões para o hospital beneficente. Chamou a saúde e educação de demandas macro, especificamente sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) desse último setor, de R$ 360 milhões. “É obrigatório o governo fazer, mas só temos R$ 50 milhões pra investimento na Seduc, então, é totalmente insuficiente. Temos que mexer nisso também”.

Para ela, a maior dificuldade para resolver a questão da Santa Casa é lidar com a diretoria, que não concorda com a intervenção. “Isso tem que ser trabalhado junto com o Ministério Público”. Minimizou, entretanto, a responsabilidade da prefeitura, que, nas palavras dela, não têm como “absorver isso sozinha”.

À provocação de que esta seria uma retomada dos tempos de José Geraldo Riva, ela respondeu com bom humor e disse que sim, mas é uma era Riva feminina, totalmente diferente, mas mantendo obviamente o espólio político e a manutenção do grupo político que a fez e sustenta. “Há muito vereador, muito prefeito, gente de ligação muito forte. É um grupo muito grande, mas atento aos novos tempos, às readequações, trabalho muito mais dinâmico e carente de estrutura estatal. Antes tinha Estado que pagava folha salarial de município, agora é município que arca com responsabilidades que eram do Estado”.

Eduardo Botelho lembrou que foi preciso passarem-se 19 legislaturas até que uma mulher assume de forma oficial a presidência da casa. “Tal fato coube a mim, como disse o deputado Wilson Santos, um homem nascido no dia da mulher, 8 de março”.

Ele também se disse orgulhoso de ser o responsável pela assunção de Janaina, ainda que temporária. Citou Cora Coralina e listou praticamente todos os nomes de deputadas anteriores a Janaina.

FONTE: FOLHAMAX

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